Partes anatômicas inúteis que herdamos

Pense no corpo do ser humano do enfoque evolutivo. Nossos ancestrais já foram muito diferentes do que somos hoje. Desde as orelhas até os rabos, inúmeras coisas mudaram. Partes interessantes ficaram para trás. No entanto, mantivemos partes que perderam alguma ou toda sua função original e são somente relíquias evolutivas. Veja as partes do corpo que são inúteis.

Apêndice

Você nunca ouviu bastante sobre o apêndice, a menos na ocasião em que alguém conta que tem que removê-lo depois que ficou inflamado. Esse pequeno órgão linfático, assemelhado com um dedo de luva, está situado na primeira porção do intestino grosso, contudo não parece desempenhar um papel na digestão – pelo menos não mais. Os estudiosos acham que o apêndice era usado no momento em que os primeiros indivíduos tiveram uma refeição inteiramente baseada em plantas. Milhões de pessoas têm seu apêndice removido todos os anos aparentemente sem problemas. Embora isto pareça expor que não temos necessidade dele, pesquisas recentes afirmam que o apêndice é capaz de ser um ótimo lugar para as bactérias se armazenarem.

Cóccix

cóccix O cóccix é uma coleção de vértebras percebidas no final da coluna vertebral. Muitos presumem que o cóccix é o fragmento das caudas dos nossos antepassados longínquos. Estas caudas auxiliaram com equilíbrio e comunicação. No entanto, nossos antepassados hominídeos perderam a necessidade de possuir rabos quando descobriram como andar de pé.

Dente siso

dente-siso É o terceiro e último dente de cada lado das mandíbulas superior e inferior. Eles eram úteis aos primeiros seres humanos que tinham que morder muita matéria-prima para conseguir viver. Porém, ao passo que a cavidade bucal humana evoluiu e se tornou menor, passou a não ter mais espaço aos dentes siso. Em razão disso, eles geralmente despontam desalinhados e podem gerar infecções dolorosas se não forem tirados. Só cinco por cento da população do planeta desenvolve um conjunto saudável destes terceiros molares, e em trinta e cinco por cento eles não se desenvolvem.

Órgão Vomeronasal

Também conhecido como órgão de Jacobson, essa estrutura no nariz é usada com o objetivo de cheirar feromonas enviadas por um potencial parceiro. Encontra-se em anfíbios, répteis e mamíferos, mas os especialistas têm provas de que a estrutura não funciona nos humanos presentemente. Acredita-se que este órgão foi utilizado em dias primitivos para trazer componentes do outro sexo.

Ponto de Darwin

Passe a mão por dentro da parte superior das orelhas. Analise se tem uma pequena proeminência. Cerca de 10% dos indivíduos possuem essa proeminência minúscula, conhecida como o ponto de Darwin ou o tubérculo de Darwin, porque Charles Darwin a descreveu primeiramente ao discutir a genética. Essa carne extra foi, muito provavelmente, deixada por um antepassado que possuía a orelha inclinada. Esse ponto pode ter sido o vestígio da articulação.
Os músculos auriculares anteriores, posteriores e superiores são os que contorneiam a orelha externa. Certos animais os usam para rodopiar as orelhas para a direção do som, porém como os seres humanos não conseguem fazer isto, eles não são úteis para coisa nenhuma.

Pelos do corpo

pelos-no-corpo Os homens estão cobertos de pelos. Alguns são úteis: os cabelos nas nossas cabeças afastam o calor e protegem das queimaduras solares, nossas sobrancelhas mantêm o suor distante dos nossos olhos e os pelos dos rostos masculinos parecem exercer um papel primordial na seleção sexual. Ainda assim, a maioria dos pelos em excesso de nossos corpos têm pouca ou nenhuma utilidade.
Certas pessoas dizem que o pelo corporal nos torna mais protegidos das picadas de insetos e nos oferecem calor, entretanto, no mundo moderno, estas duas funções são substituídas por repelente de insetos e roupas, tornando o cabelo do corpo inútil.

Prega semilunar

Você sabe que tem um pequeno fragmento curvado no canto de seus olhos, do lado do conduto lacrimal? Olhe um tanto mais de perto. Veja esta pequena curvatura de tecido no canto de dentro de seus olhos. Muitos imaginam que são os restos de uma terceira pálpebra. Essa membrana nictante normalmente é encontrada em aves, répteis e anfíbios, mas, aparentemente, nossos antepassados são capazes de ter tido também. Recentemente, o tecido ainda possui alguma função. Isto auxilia a sugar suas lágrimas e limpa os corpos estranhos dos olhos.

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